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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Celton – O herói da capital mineira

Forma inusitada de vender revistinhas em quadrinho no trânsito de Belo Horizonte deu fama ao personagem Celton, criado para proteger a cidade.

Lacarmélio em uma rua de BH (Foto: Bruno Sena)
Lacarmélio em uma rua de BH (Foto: Bruno Sena)
O silêncio da noite é interrompido pelas sirenes policiais que soam distante. Nem sempre é possível saber o que movimenta a noite em Belo Horizonte. A única certeza é a de que, independentemente da circunstância, a cidade pode dormir tranquila. Afinal, o super-herói dos quase três milhões de moradores da capital está sempre pronto para nos defender. Seu nome é Celton. Ele já foi cientista e até se chamou Homem-Felino. Mas, hoje, o protagonista das grandes missões na metrópole de "Bêlo City" é um mecânico cujos poderes, impressionante força física e velocidade acima do normal, ficam em segundo plano. Diferente dos heróis comuns, Celton evita confusões e, com toda a cordialidade que sua origem mineira lhe proporciona, procura sempre as melhores soluções para os problemas que atormentam os seus protegidos.
Celton também é Lacarmélio. Seu uniforme extravagante, na maioria das vezes um terno amarelo, chama a atenção de todos que conseguem flagrá-lo no trânsito engarrafado. O bravo guerreiro está sempre com sua bandeira empunhada. Nos dizeres do estandarte, letras garrafais anunciam sua causa: “Estou vendendo as revistinhas que eu mesmo fiz. R$ 2,00”. E, assim, criador e criatura confundem a própria história. Ou seria estória?
Aos seis anos de idade, o menino nascido em Inhapim, região leste de Minas, já dava sinais de sua paixão pelas histórias em quadrinhos. Morava em Itabirinha de Mantena quando a família decidiu se mudar para a capital. Aos 13 anos já trabalhava como vendedor de mexerica. Foi ainda engraxate e, aos poucos, despertava o dom de conquistar os clientes nas ruas – entre um sapato lustrado e outro, o adolescente apresentava um personagem criado por ele mesmo. Os desenhos ganhavam mais sentido e expressão a cada roteiro produzido. Até que chegou o momento em que Lacarmélio sentiu que estava na hora de dar mais visibilidade ao seu herói.
Nenhuma editora quis apostar nas aventuras de Celton, nem mesmo em São Paulo. Certo de que poderia emplacar suas histórias, tentou a produção independente e convenceu a mãe a pegar um empréstimo no banco para financiar seu sonho. No entanto, as vendas da publicação nas bancas da cidade não foram suficientes. Foi quando resolveu investir naquele talento despertado lá na adolescência e passou, ele mesmo, a vender suas produções. Mas dividir essa jornada com o trabalho nas gráficas, foi a Kriptonita(Superman) do persistente sonhador. E ele deixou o País, em direção aos Estados Unidos, a terra da livre iniciativa.


Os seis meses em Nova Iorque foram longos, mas determinantes para a mudança que ocorreria na trajetória desse brasileiro. “Certo dia, parei numa banca de revistas e vi vários heróis nos quadrinhos. Cada um deles representava, de certa forma, o lugar onde morava. E pensei: quem representa minha cidade, meu país?”. Quando voltou ao Brasil, trouxe na bagagem a ideia de lançar seu trabalho no cenário da linda Belo Horizonte. Celton então ganhou mais que uma causa, conquistou leitores. Resultado de um imenso levantamento sobre a região metropolitana, o herói brasileiro se tornou um típico belo-horizontino. Seus surpreendentes desafios se passavam agora na Avenida Afonso Pena, Praça Sete, Mineirão, etc. Quem comprava a revista levava, também, um pouco da história da cidade com suas peculiaridades e folclores. Até mesmo lendas urbanas, como "Loira do Bonfim" e "Capeta do Vilarinho", ficaram ainda mais atraentes para o imaginário público depois que receberam os traços de Lacarmélio e a participação de Celton. Há quem pense até que assim surgiram essas estórias. O fato é que o suspense em torno delas na capital mineira gera burburinhos, que sobrevivem há muitas gerações.
Bendita Sogra

Capa da revista mais vendida "A Sogra Maldita"
Quem desenha, escreve, produz e vende a revistinha mais famosa de BH é o próprio autor, Lacarmélio Alfêo de Araújo. A cada dois meses, uma tiragem de 20 mil exemplares sai da gráfica para ser vendida integralmente nas ruas, mais precisamente, nas filas de carros presos em engarrafamentos dos diferentes cantos da cidade. Motoristas de táxi, de ônibus ou de carros particulares, motociclistas, pedestres, passageiroseguardas, todos são clientes da “loja” de Lacarmélio, chamada Trânsito Lento. Algumas edições logicamente fazem mais sucesso que outras. E, por isso, são publicadas novamente.  Um roteiro de HQ que narra acontecimentos envolvendo uma sogra, há muito tempo guardado na gaveta, deixou o herói mineiro impressionado. "Eu sempre quis publicar essa revistinha, mas minha mulher, Cássia, discordava. Achava que seria um fracasso uma edição que chamasse "A Sogra Maldita". Mas resolvi arriscar e, no primeiro dia, voltei pra casa com mil reais no bolso. Cássia teve que reconhecer que eu havia acertado", conta.
O contato direto com o público, as opiniões que ouve e as reações das pessoas nas ruas ajudam no desenvolvimento das aventuras. Tantas outras foram criadas quando o tema de sucesso voltou. Dessa vez,era "O Combate da Sogra com o Capeta", que ultrapassou 45 mil exemplares vendidos. Essa publicação não teve a interferência da esposa, que é quem administra a renda da família. Os cálculos feitos pela mãe do pequeno Pedro ajudaram o marido a fazer do sonho mais que um complemento financeiro – graças às revistinhas vendidas no trânsito a família vive hoje em um confortável apartamento próprio.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Presidente Dilma Rousseff participa da reabertura do Mineirão, em BH

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Nove mil toneladas de aço, 717 de concreto, 1.060 dias de reforma. Para os apaixonados pelo futebol e pelo Mineirão, uma eternidade. Mas, enfim, chegou o dia do reencontro. O Mineirão, finalmente, foi reaberto. Com a presença da presidente Dilma Rousseff, que veio a Belo Horizonte especialmente para o evento de reinauguração, o estádio foi entregue aos mineiros. Bola rolando, no entanto, somente no ano que vem. O clássico Cruzeiro x Atlético-MG, no dia 3 de fevereiro, válido pelo Campeonato Mineiro, será o primeiro jogo do remodelado Mineirão.
A cerimônia de reabertura, que teve início por volta das 16h (de Brasília), terá duração aproximada de um hora. Estão presentes no Mineirão o ministro dos esportes, Aldo Rebelo; o diretor-técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira; o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia; o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda; o secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo em Minas, Thiago Lacerda, entre outras autoridades e personalidades do esporte.
 O estádio é tão bom quanto igual a maioria dos estádios da Europa. Estou me sentindo na Europa. O estádio é bonito, moderno, tem segurança para o torcedor. Todo mundo vai se sentir melhor - avaliou Parreira.
Ao chegar ao estádio, Dilma foi recebida pelo governador Anastasia. Cumprimentou e tirou fotos com um grupo de operários que trabalhou na reforma do Mineirão. Abraçou, um a um, e foi fotografada junto aos ex-jogadores presentes, como Reinaldo, Ademir da Guia, Dadá Maravilha, Dirceu Lopes, Éder Aleixo, entre outros. Nas cadeiras, balões formaram o nome do estádio e a frase 'Sou do Mundo, sou Minas Gerais', que é um trecho da música 'Para Lennon e Mccartney', dos compositores Fernando Brant, Márcio Borges e Lô Borges.
Nos telões foi exibido um pronunciamento gravado pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, parabenizando o Brasil e Minas Gerais pela reabertura do estádio. Dilma Rousseff autografou uma bola que fará parte do acervo do Museu do Futebol, que será inaugurado no Mineirão. Após autografá-la, a presidente chutou a bola e descerrou a placa de reabertura do estádio, exatamente às 17h15m.
Após o evento, os portões serão abertos para a entrada de 20 mil pessoas, que trocaram, antecipadamente, ingressos por alimentos não-perecíveis, e terão o privilégio de serem os primeiros visitantes do Novo Mineirão. Para finalizar, por volta das 20h, a banda mineira Jota Quest fará um show encerrando o histórico 21 de dezembro.

O Novo Mineirão
Quando se olha o novo, é o velho que se sente. A fachada original, tombada pelo Patrimônio Histórico de Belo Horizonte, foi preservada e reforçada para sustentar a nova cobertura, que terá placas para transformar energia solar em elétrica. 
Do lado de fora, a esplanada abraça o estádio. Dentro dele, a modernidade prevalece. Quem estiver no campo ou em uma das 62.160 cadeiras vai viver o futebol de um jeito diferente, em que o conforto será prioridade. Vestiários luxuosos para os jogadores. Para os torcedores, telões de alta definição. Camarotes, restaurante panorâmico e o tradicional tropeiro.
- Está garantido o tropeirão. Foi exigência nossa, na licitação que nós fizemos para as operadoras de bares, que foi mantida a exigência nossa que tenha no cardápio tanto o tropeirão quanto o o pneu no pão, que também é muito tradicional aqui no Mineirão - garante Ricardo Barra, diretor-presidente do Consórcio Minas Arena, que administra o estádio.
O coração de duas grandes paixões do futebol brasileiro se renovou para receber três jogos da Copa das Confederações e seis da Copa do Mundo: R$ 666,3 milhões de reais foram gastos para harmonizar passado e futuro. Aos 47 anos, o Mineirão está pronto para viver e proporcionar emoções ainda mais intensas. Belo Horizonte vai receber três jogos da Copa das Confederações, em junho do ano que vem, e seis partidas da Copa do Mundo da FIFA, em 2014.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Por obras da Copa, prefeito de Belo Horizonte vai ao STF pedir corte do orçamento de educação

 O prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB), por meio de sua assessoria, confirmou nesta sexta-feira (14) ter recorrido ao STF (Supremo Tribunal Federal) para suspender dispositivo da Lei Orgânica do Município que determina a aplicação de 30% do orçamento municipal em educação.
No projeto 2378/2012, da Lei Orçamentária do município para 2013, enviado por Lacerda à Câmara Municipal de Belo Horizonte, a previsão é de uma receita da ordem de R$ 9,9 bilhões. Assim, caso consiga suspender a aplicação do dispositivo da Lei Orgânica, a Prefeitura da capital mineira deverá deixar de aplicar algo em torno de R$ 500 milhões em educação no próximo ano.
Na ação cautelar, com pedido de liminar, o prefeito alega que, além de prejudicar os investimentos para a Copa do Mundo de 2014, a prefeitura pode ter as contas rejeitadas com a manutenção da regra. O Executivo de Belo Horizonte quer investir somente os 25% do orçamento, exigidos pela Constituição Brasileira.
O processo foi distribuído ao ministro Dias Toffoli, relator de um recurso extraordinário da Prefeitura de Belo Horizonte, que tramita na corte, para tentar suspender a mesma lei.

Histórico

Há mais de duas décadas, 30% do orçamento do município é aplicado em educação na capital mineira. A Lei Orgânica de Belo Horizonte é de 21 de março de 1990.
A Prefeitura de Belo Horizonte já havia entrado com uma ação nesse sentido no TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), no primeiro semestre deste ano, mas teve seu pedido negado.
Na ação no STF, a prefeitura alega que, ao aumentar o percentual de investimento em educação, a Lei Orgânica de Belo Horizonte, além de ferir a Constituição, coloca uma base de cálculo específica para definir o valor anual.
Ainda de acordo com a ação, com a manutenção do percentual de 30% investidos em educação, a cidade ficaria prejudicada. "Obstaculizando execução de projetos relacionados à mobilidade urbana (...) na imperativa agenda nacional para a Copa do Mundo de 2014".
De acordo com a ação, há jurisprudência no Supremo negando mudanças que alteram o critério de apuração da cota. Na avaliação dos advogados da prefeitura, pela Lei Orgânica, a prefeitura seria obrigada a investir valores até 123% superiores aos que seriam o limite constitucional. Segundo a prefeitura, o investimento em educação representa mais do que 51% de sua arrecadação tributária.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A História de Belo Horizonte


A história do Município de Belo Horizonte inicia-se no século XVII com a fixação do bandeirante João Leite da Silva Ortiz nas terras delimitadas entre o pé da Serra do Congonhas até a lagoinha. Neste Local, favorecido pela topografia, Ortiz inicia a atividade agrícola e pastoril que promove o desenvolvimento da área tornando-a centro de abastecimento e produção num setor pouco explorado já que o espírito da época estava voltado para exploração do ouro.Este local, denominado "Cercado", fora definitivamente concedido em documento através da Carta de Sesmaria aquele bandeirante, em 19 de janeiro de 1711, pelo então governador Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho. Fica portanto registrado na história que, oficialmente, foi João Leite da Silva Ortiz, bandeirante, natural de São Francisco, Estado de São Paulo. O primeiro homem civilizado a habitar e possuir o local onde hoje está situada a capital de Minas Gerais.
Mais Tarde, com o desenvolvimento de sua produção, "Cercado" transforma-se num centro de atração de outros povoados passando a ser denominado "Curral d`El Rey" pôr ali existir um curral onde pernoitava o gado destinado ao pagamento da taxas reais.
"Curral d`El Rey "abastecia as grandes minerações da zona do Rio das velhas e via aumentar sua população com a chegada dos forasteiros. Como Distrito de Ordenhança, teve com Capitão o próprio Ortiz, nomeado a 02 de fevereiro de 1714 pelo governador, D. Braz de Baltazar.
A 06 de abril de 1714, com a formação das três primeiras Comarcas de Minas, "Curral d`El Rey " fica pertecendo à Comarca do Rio das Velhas, cuja a sede era Sabará.
Com a Proclamação da República e conseqüente divulgação de novas idéias, os moradores de "Curral d`El Rey"sentiram a necessidade de mudar o nome do distrito. Foram indicados: Terra Nova, Santa Cruz, Nova Floresta, Cruzeiro do Sul e Novo Horizonte, sendo este último, pelo Capitão José Carlos Vaz de Mello, o mais aceito, não sem sofrer uma importante alteração sugerida pôr Luiz Daniel Cornélio de Cerqueira que propõe o nome Belo Horizonte.
Ainda como conseqüência do novo regime de governo instaurado no País, pensou-se em transferir a Capital mineira de Ouro Preto para Belo Horizonte, lugar de maior expressão econômica. Esta idéia tomou consistência maior no governo provisório do Dr. Augusto de Lima, mas sua concretização só se deu no governo seguinte, do Dr. Afonso Augusto Moreira Pena,. Que incumbiu o Eng. Paraense Aarão reis, de organizar e dirigir uma comissão de estudos para a mudança da Capital.
Formada a comissão, iniciou-se o processo de construção da nova Capital, comandada após o pedido de demissão de Aarão Reis, pôr Francisco de Paula Bicalho.
A idéia de mudança da Capital, entretanto, não foi aprovada pelo povo ouropretano que resistia contrariamente à decisão até o último instante, ou seja, até a inauguração da nova Capital em 12 de dezembro de 1897.
A nova Capital que já contava com uma considerável expansão de diversas pequenas indústrias que ali se instalavam, teve a industrialização como fator importante para o seu desenvolvimento.
Já pôr volta de 1912, contava com um apreciável parque industrial no qual predominavam as indústrias médias que foram se expandindo até a formação da Zona Industrial de Belo Horizonte, composta pôr mais de vinte empresas. Em conseqüência da industrialização, surgiram e se desenvolveram os setores comerciais e de prestação de serviços.
Hoje, Belo Horizonte é o terceiro centro urbano do País. Uma metrópole que abriga uma população de aproximadamente 2,5 milhões de habitantes e na juventude de seus 99 anos de fundação trabalha na busca de um desenvolvimento maior e na possibilidade de ser, ainda mais, uma cidade saudável e acolhedora.

Belo Horizonte Beagá

Com amplas avenidas, praças e áreas arborizadas, Belo Horizonte, a capital mineira, orgulha-se de ser uma das boas cidades do país para se viver. Carinhosamente chamada de Belô ou Beagá, a cidade oferece interessantes áreas de visitação, casas de espetáculos com intensa produção artístico-cultural, boa e diversificada gastronomia, rico artesanato disponível em suas feiras e lojas especializadas, e mantem uma gostosa característica – a hospitalidade mineira.
Beagá possui uma infra-estrutura turística de qualidade, com bons aeroportos, hotéis e restaurantes, vasta gama de serviços, comércio arrojado, vida noturna agitada e bons espaços para eventos de médio porte, o que contribui para que se consolide a sua vocação para o setor comércio e prestação de serviços.
A rica e variada gastronomia também seduz o turista. Na cidade há o que existe de melhor em termos de cozinha mineira, nacional e internacional. É difícil não cometer saudáveis exageros nos bares e restaurantes da capital mineira. A noite as várias casas de shows e espetáculos contemplam atrações para todos os gostos e idades.
Dentre as atrações turísticas, merecem visita Complexo da Lagoa da Pampulha, a Praça da Liberdade, o Museu de Arte da Pampulha, Museu de Artes e Ofícios, Museu dos Brinquedos, Museu Mineiro, Praça do Papa, Feira de Arte e Artesanato da Afonso Pena, Feira Tom Jobim, Feira de Flores e Plantas Naturais, Catedral da Fé, Mercado Central, Igreja São Francisco de Assis, Igreja da Boa Viagem, Igreja Nossa Senhora de Lourdes e Parques.
Belo Horizonte é sempre uma agradável surpresa para quem a visita. Com um pouco mais de tempo, o turista, além de conhecer a cidade, poderá desfrutar também dos seus arredores, como fazem os próprios belo-horizontinos nos finais de semana. Sabará, Betim e Nova Lima, por exemplo, são cidades praticamente interligadas à capital e que oferecem monumentos históricos, fazendas, restaurantes e belas paisagens.
Com mais tempo ainda, é possível passar o dia em diversos outros destinos como o Parque Natural do Caraça, o Parque Nacional da Serra do Cipó, a Serra da Piedade, as cidades históricas de Congonhas, Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, São João Del Rei e as grutas do Rei do Mato, do Maquiné e da Lapinha. Todos esses lindos lugares podem ser explorados a partir de Belo Horizonte.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

BH se mobiliza em prol do combate ao câncer da pele




Belo Horizonte participa mais uma vez da campanha do Dia Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele, evento promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que chega à 16ª edição. As atividades reúnem amanhã, em vários pontos de Minas Gerais, 1.500 médicos voluntários e outros profissionais da área da saúde, que orientam a população sobre a doença, suas formas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce. A ação acontece em 25 estados brasileiros, além do Distrito Federal.
Em Minas Gerais as atividades são coordenadas pela regional mineira da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD-MG) e tem o apoio da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG). Em BH, os atendimentos serão realizados, de 9h às 15h, no Centro Metropolitano de Especialidades Médicas da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte (rua Domingos Vieira, 416, Santa Efigênia) e no Hospital das Clínicas da UFMG – Anexo de Dermatologia (alameda Álvaro Celso, 55, Santa Efigênia). Nestes locais, pacientes passam por exames e caso haja a suspeita de câncer da pele são encaminhados para diagnóstico complementar e tratamento, todo coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As atividades acontecem também em Alfenas, Barbacena, Campina Verde, Juiz de Fora, Patos de Minas e Uberlândia.
Segundo a SBD, o câncer da pele é dividido em dois grupos distintos: o não melanoma, mais frequente e menos agressivo, acomete mais as populações de pele clara. São tumores de crescimento lento, localmente invasivos e raramente resultam em metástase a distância. É uma doença com altas taxas de cura se tratada de forma adequada. Já o tipo melanoma é menos frequente do que os outros tumores da pele, porém sua letalidade é mais elevada. Acomete principalmente pessoas de peles claras. Se detectados em estágios iniciais são curáveis e com bom prognóstico.

Como se orientar sobre o câncer da pele em BH


Em Belo Horizonte, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o cidadão pode obter informações, como formas de prevenção e tratamento, nos 147 centros de saúde espalhados por todas as regiões da capital. Além disso, a cidade conta com oito hospitais credenciados em oncologia pelo Ministério da Saúde. São eles o Alberto Cavalcanti, no Padre Eustáquio, o da Baleia, no bairro Saudade, o Felício Rocho, no Prado, o Luxemburgo, no bairro Coração de Jesus, o São Francisco, no bairro Concórdia, além do Mário Penna, da Santa Casa e o Hospital das Clínicas, em Santa Efigênia. Os tratamentos podem ser disponibilizados em vários níveis de atenção, dependendo da gravidade e da complexidade dos casos.
Levantamento

Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam o câncer da pele como o mais comum no Brasil, correspondendo a 25% de todos os tumores malignos registrados no país. Em 2012, o órgão espera 62.680 casos novos do tipo não melanoma entre homens e 71.490 em mulheres. Para o melanoma, são aguardados 3.170 casos novos no público masculino e 3.060 no feminino. Um total de cerca de 140 mil novos registros. Nas mulheres o não melanoma é o mais frequente em todas as regiões.
Em Minas Gerais, são aguardados 15.210 casos de câncer da pele, sendo 530 de melanoma e 14.680 não melanoma. Destes casos, somente em Belo Horizonte são esperados 2.150 casos diagnosticados, sendo 80 do tipo melanoma e 2.070, não melanoma.
Fatores de risco e prevenção

Segundo a coordenadora da campanha em Minas, a dermatologista Maria Luiza Pires de Freitas, o câncer da pele de maneira geral é mais comum em pessoas acima dos 40 anos e acomete tanto homens como mulheres. “Os principais fatores de risco segundo a especialista são pele, cabelos ou olhos claros, sardas no rosto e nos ombros, dificuldade para bronzear, pintas múltiplas, história na família e queimaduras solares prévias“, explicou.
A dermatologista ainda chama a atenção de que a principal forma de prevenção da doença é a proteção contra raios ultravioletas. Médicos recomendam o uso de bonés ou chapéus de abas largas, roupas e filtros solares e a não exposição ao sol de maneira excessiva, entre os horários das 10h às 16h, período em que a radiação ultravioleta é mais intensa. “O dano provocado pelo abuso da exposição solar é cumulativo. Por isso, os cuidados devem ser tomados desde a infância”, ressalta a médica.
Maria Luiza explica que o filtro solar deve ser aplicado cerca de 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicado a cada duas horas. O ideal é que o Fator de Proteção Solar (FPS) seja, no mínimo, 15. “É importante ressaltar que as barracas usadas na praia sejam feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. Barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável, pois 95% dos raios UV ultrapassam o material”, alerta a dermatologista.
Como identificar o câncer da pele

Além da proteção solar, é importante fazer uma avaliação clínica da pele para prevenir o desenvolvimento da doença. É preciso estar atento a alguns sinais.

- Lesões na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida.
- Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho.
- Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

sábado, 5 de novembro de 2011

Tardelli não joga mais pelo Anzhi, e destino deve ser o Atlético-MG

Atacante conseguiu a liberação do clube russo para negociar o retorno ao futebol brasileiro. Ídolo em Minas Gerais, Galo é a primeira opção



Há pouco mais de sete meses, o atacante Diego Tardelli deixou o Atlético-MG rumo ao Anzhi Makhachkala, da Rússia. Esse tempo não foi suficiente para que a torcida alvinegra esquecesse o jogador. A recíproca parece ser verdadeira, já que Tardelli, com certa frequência, deixa no ar a possibilidade de retornar ao time mineiro.
Uma equipe da TV Globo está na Rússia e descobriu que Diego Tardelli está de saída do clube. O repórter Tino Marcos e a produtora Priscila Carvalho informaram que ele chegou em março e assinou contrato de quatro anos, mas não teve oportunidades na equipe. Ainda ficou dois meses e meio parado por conta de uma torção no joelho. O jogador atuou pouco e não fez nenhum gol. Nas últimas partidas, nem foi relacionado para o banco.
Insatisfeito com a situação, Tardelli não quis continuar. Ele tem propostas da Turquia e do Catar, mas a preferência é por voltar ao Atlético-MG, o que está perto de acontecer. Neste sábado, um dos dirigentes do Anzhi estará em Belo Horizonte para conversar com Alexandre Kalil.
Já é certo que Tardelli deixar o clube russo. Falta apenas decidir qual será o destino. Mas a chance de ser para o Atlético-MG é enorme.
Nessa quarta-feira, pelo Twitter, o atacante fez uma série de postagens que deixou parte da torcida atleticana esperançosa com uma volta já na próxima temporada. O jogador teria conseguido a liberação da equipe russa para negociar um retorno ao futebol brasileiro.
- Em cada experiência se aprende uma lição.
- Coisas boas estão por vir! #oqueseraein
- Ai ai, essa tal da “Ansiedade”
O atacante, há cerca de um mês, em passagem pelo Brasil, revelou que já havia tido uma conversa com o presidente do Galo, Alexandre Kalil. O assunto, no entanto, parece não ter evoluído muito. Isso porque o diretor de futebol do clube, Eduardo Maluf, negou que haja alguma negociação em curso com Diego Tardelli.
- Não estamos negociando com o Tardelli. É um grande jogador, interessa a qualquer clube no Brasil, mas não tem negociação nenhuma.
Desde a saída de Tardelli, o Atlético-MG encontra dificuldades em firmar um atacante que desperte empatia com o torcedor e, principalmente, balance as redes. Contratações badaladas, Guilherme e André ainda buscam uma regularidade. Neto Berola, titular nos últimos jogos, está no mesmo caminho. Jônatas Obina, revelação do América TO no Campeonato Mineiro, figura sempre entre os reservas. Apenas Magno Alves, que chegou para esta temporada, mantém um bom ritmo de jogos, o que explica o fato de o jogador ser o artilheiro do time no Campeonato Brasileiro.
Diego Tardelli, nesta quinta-feira, postou o seguinte no Twitter.
- Calma aí, gente! Ainda tenho contrato com o Anzhi. Apenas falei da minha situação que se passava por aqui! Houve um pequeno equívoco!